terça-feira, 11 de outubro de 2016

"O que quer ser quando crescer?"


    Criança. Uma época tão passageira, da qual sentimos tanta saudade, mas como falar dela sem nos lembrar de como era nos imaginar "grandes"? Eu já quis ser tanta coisa nessa minha tão pequena vida, professora, bailarina, cantora, atriz, arquiteta, médica. Afinal de contas de tudo eu sabia um pouco, a ansiedade tomava conta em pensar como seria esse futuro que estava tão próximo, só eu que não percebia.
    Infância. Falar da minha infância é lembrar de vários tombos, sorrisos, brincadeiras. É lembrar do nome das minhas bonecas, é lembrar de todas as histórias que inventei na minha cabeça, é lembrar de tantas e tantas coisas que hoje me dão saudade, tempos que não voltam mais. Quando me falavam que eu me arrependeria de querer crescer rápido, eu pensava "Que isso! Quero ser independente", mas a minha independência custou tudo aquilo que hoje eu daria tudo pra ter, a ingenuidade.


     A Vitória criança era tudo aquilo que eu sou agora. Cresci do jeito que eu queria, as vezes a trancos e barrancos, querendo crescer demais fora da hora. Não que me arrependa, mas poderia ter ficado mais naquele tempo, brincando de boneca, brincando de casinha, sonhando em qual seria minha profissão. Hoje isso está tão perto que lembro da primeira vez que me perguntaram "O que quer ser quando crescer?". Eu não tinha medo de responder, era destemida, era direta, era eu, como sempre fui, desse mesmo jeitinho nariz em pé e sabichona.
    Quando me faziam essa pergunta, eu logo pensava em todos os anos que viriam pela frente. Era incrível imaginar o futuro, assim como hoje é incrível viajar e lembrar daquela época na qual tudo eram flores. Tudo era imaginação, suspense, aventura. Hoje eu cresci, cresci em cima daquela pergunta, "O que quer ser quando crescer?"


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